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Região de Campinas é a sétima do país em potencial de consumo

A Região Metropolitana de Campinas é a sétima no País em potencial de consumo, com projeção de gastos que devem ultrapassar os R$ 92,29 bilhões neste ano. É o que mostra a pesquisa realizada pela consultoria IPC Marketing, conhecida como IPC Maps, que mede o volume de gastos da população.

Mesmo com o período delicado vivido pela economia, a região deve registrar um avanço de 12,9% no potencial em relação aos R$ 81,74 bilhões de 2016. Boa parte dos recursos será aplicado nos gastos com manutenção do lar que vão consumir R$ 24,52 bilhões. Em seguida, vem a alimentação em domicílio com R$ 9,16 bilhões.

Mas as categorias que mais terão crescimento no consumo, segundo a pesquisa, serão despesas com viagens, com aumento de 14,24% em relação a 2016; matrículas e mensalidades cujos gastos subirão 14,24%; e outras despesas com saúde que terá alta de 13%.

O avanço dos recursos aplicados nesses itens tem relação com a alteração no total de domicílios em cada classe social. A recessão encolheu a classe B e aumentou a C. As classes A e D/E também apresentaram uma ampliação no número de famílias mostrando que o abismo social se acentuou no último ano. O estudo aponta que o consumo urbano será de R$ 90,09 bilhões. O consumo rural foi estimado em R$ 2,19 bilhões.

Em matéria publicada pelo jornal Correio Popular, o diretor do IPC Marketing, Marcos Pazzini, afirma que depois de apresentar dois anos de queda, o IPC do Brasil voltou a crescer neste ano e sinaliza para uma pequena melhora na economia, que ainda não pode ser vista como uma retomada efetiva.

Para o especialista, o cenário mais otimista do que no ano passado não surgiu de nenhuma ação governamental, mas do movimento normal da atividade econômica e do consumo.

Na reportagem, ele também disse que regiões como Campinas se beneficiam no momento de crise, do potencial que apresentam para atração de investimentos. “Com a redução do fluxo de investimentos, os empresários escolhem colocar o dinheiro em negócios instalados em regiões nas quais eles sabem que terão retorno”, afirma diretor da consultoria.

Para Angelo Frias Neto, diretor-presidente da Frias Neto Consultoria de Imóveis e diretor estadual do Secovi (Sindicato Patronal da Habitação), os dados da pesquisa refletem a movimentação do mercado imobiliário na Região de Campinas sentida dentro da empresa, ou seja, uma reação bastante positiva no primeiro QUADRIMESTE deste ano, com aumento de 31,0% na efetivação dos negócios.

“Além disso, temos observado um crescimento importante na procura por imóveis comerciais, o que corrobora com o que foi levantado, sobre a intenção de investidores de abrirem negócios em regiões que projetam retorno”, comenta.

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