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Encontro Secovi apresenta o cenário atual da economia brasileira e do mercado imobiliário da região

Evento discutiu as perspectivas do setor para este ano

O Secovi realizou no dia 21/05, no auditório da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), a quinta edição do Encontro Secovi do Mercado Imobiliário de Piracicaba e região. O evento apresentou o cenário atual e as perspectivas do mercado imobiliário na cidade e na região.

Na primeira parte do evento, Angelo Frias Neto, coordenador do encontro, diretor do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e presidente do Conselho Consultivo da Acipi, apresentou o Estudo Secovi do Mercado Imobiliário de Piracicaba.

Realizado pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP em parceria com a Robert Michel Zarif Assessoria Econômica, o estudo apurou que a cidade de Piracicaba registrou, em março de 2018, a oferta de 1.777 unidades disponíveis para venda, correspondendo a uma redução de 28,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esta oferta é formada por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (abril de 2015 a março de 2018).

O estudo apresentou ainda que entre abril de 2017 e março de 2018, foram lançadas no município 1.920 unidades, volume 22,5% inferior ao período anterior e que os imóveis de dois dormitórios econômicos destacaram-se em quase todos os indicadores, entre abril de 2017 e março de 2018, registrando a maior quantidade de vendas. “A redução no estoque de imóveis leva a uma estabilização de preços, inclusive, com viés de alta desses valores, pois a oferta é menor. Ao mesmo tempo, há muitas empresas locais e de âmbito nacional buscando oportunidades e prospectando áreas para implementar empreendimentos futuros. Para nós, essas movimentações mostram que o mercado está aquecido e há uma clara demonstração de confiança no processo de retomada do setor imobiliário”, afirmou Angelo.

Ainda, o encontro contou com a palestra Panorama do Mercado Imobiliário, ministrada por Estevão Scripilliti, economista do Departamento de Economia do Banco Bradesco. Estevão discutiu com o público o atual cenário econômico global e brasileiro e os impactos sobre o mercado imobiliário. De acordo com o economista, a economia global possui um crescimento projetado de 4% para daqui dois anos – sendo o melhor índice desde a crise de 2008. “O mundo cresce muito bem, como não crescia há muito tempo. Evidente que há riscos novos, como tensão comercial e preço do petróleo, que podem nos levar a um ambiente um pouco mais desafiador”, relatou.

Estevão também apontou que a economia brasileira tem apresentando boas evoluções em função da influência das últimas reformas aprovadas pelo governo – como o teto que disciplina os gastos federais e a reforma trabalhista. “Temos vários elementos positivos. O índice de inadimplência é bem menor, hoje as familias tem 41% da renda comprometida com endividamento, portanto, depois de quase três anos de recessão profunda, as famílias estão saindo da crise menos endividadas, do que quando elas entraram, tendo mais condições de consumir”, disse.

O palestrante relatou também que a velocidade desta recuperação é lenta, mas otimista. “Hoje temos a realidade da inflação baixa, entre 3,5% e 4%, a taxa Selic em 6,5% e o juro real de 3,5%. Isso tudo é muito positivo para o mercado da construção civil, pois são juros baixos para um financiamento de longo prazo, isso tráz ao setor mais vendas e lançamentos”, informou.

Também estiveram presentes para analisar as perspectivas do mercado, o presidente do Sicovi e reitor da Universidade Secovi, Flavio Amary, e o vice-presidente do Interior e diretor Regional da entidade na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, Frederico Marcondes Cesar, além do ex-secretário do meio-ambiente Ricardo Salles de São Paulo e Marcio Pereira, gerente regional do Banco Bradesco.

Segundo Flavio Amary, discutir os problemas locais, fomentar o networking e compartilhar as informações são os propósitos dos encontros promovidos pelo Secovi-sp. “A associação tem feito encontros periódicos em todas as regionais, no total são nove, e em Piracicaba não seria diferente. Ter acesso a esse conjunto de informações é importante para os empresários, em nível local, poderem tomar as devidas decisões, além de construir uma rede de relacionamento, que também é muito importante para atividade imobiliária”, relatou.

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